Gengivite plasmocitária

Gengivite plasmocitária: sintomas, causas e tratamentos

A gengivite plasmocitária, também conhecida como gengivoestomatite plasmocitária, consiste em uma rara condição na qual ocorre uma infiltração de plasmócitos na maioria dos tecidos orais, sobretudo na gengiva.

Os fatores que desencadeiam a gengivite plasmocitária ainda constituem um objeto de estudos e a resposta para essa questão não está totalmente respondida. Em grande parte dos casos, fatores alérgicos ou neoplasia são apontados como os principais fatores de origem.

Dentre os elementos alérgenos que podem desencadear essa condição, podem-se destacar a pimenta, aromatizantes, componentes de cremes dentais e a menta. 

Fatores de risco externos também podem desencadear a gengivite, que devem ser evitados pelos pacientes que apresentam alguma predisposição alérgica. Os principais estão listados a seguir.

  • Diabetes;
  • Uso de medicamentos específicos;
  • Mudanças hormonais, relacionadas à gravidez, ciclo menstrual, puberdade e pílulas anticoncepcionais;
  • Imunidade baixa;
  • Fumo;
  • Infecções virais e fúngicas;
  • Higiene bucal precária;

Sintomas da gengivite plasmocitária

Conforme a gengivite plasmocitária progride, diversos sintomas perceptíveis se tornam cada vez mais evidentes, principalmente o aumento da mucosa gengival de superfície lisa, que passa a ter um forte tom avermelhado e causa bastante dor e ardência no local. Esse quadro também pode se espalhar para os lábios (queilite angular e fissuras nos lábios) e língua (lesões eritematosas).

Além dos sintomas citados, que são os principais e mais recorrentes, também podem ocorrer:

  • retração da gengiva e o consequente aparecimento de uma área maior dos dentes, dando-lhes aspecto mais longo;
  • separação das gengivas e dos dentes, criando uma espécie de bolsa entre os dois, que pode armazenar resíduos e piorar o quadro infeccioso;
  • mudança do encaixe entre os dentes e, consequentemente, da mordida;
  • surgimento de secreção de pus ao redor dos dentes e da bolsa gengival;
  • mau hálito constante;

Diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico é feito pelo odontologista, com base na análise da região, exames clínicos e microscópicos, além do embasamento nos relatos do indivíduo. O principal tratamento consiste em combater o agente que desencadeou a condição. Porém, nos casos em que a doença é causada por um fator desconhecido, o uso de corticosteroides tópicos é indicado e muito eficaz.

O papel do indivíduo acometido é essencial para que o tratamento tenha sucesso. A manutenção das boas práticas de higiene bucal em casa são muito importantes para evitar que a inflamação retorne.

Ademais, conjuntamente ao diagnóstico exato do dentista e o tratamento utilizado para combater o agente causador da gengivite, devem ser utilizados certos medicamentos, que são muito importantes para combater a doença.

Cabe apenas ao médico indicar o medicamento mais adequado e prescrever a dosagem. Nunca se automedique ou interrompa uso dos medicamentos sem consultar um médico.

Ao menor sinal de gengivite plasmocitária, consulte um dentista imediatamente, para que o diagnóstico seja preciso e o tratamento eficaz. Pense sempre em sua saúde em primeiro lugar.


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periodontista e implantodontista em Barbacena!

Dr. Sérgio Caetano

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