tratamentos periodontais

Fibromatose gengival hereditária: sintomas, causas e tratamentos

A fibromatose gengival hereditária consiste em uma condição rara (acomete uma a cada 750 mil pessoas), que afeta as gengivas, causando aumento lento e progressivo dos tecidos da região, em decorrência do acúmulo excessivo de colágeno, que chega a cobrir parcial ou totalmente os dentes. 

O fato de as estruturas dentais ficarem recobertas pelos tecidos das gengivas acarreta diversos problemas de ordem estética e, principalmente, clínica, sobretudo na infância, pois pode haver falha ou atraso na erupção dos dentes decíduos e permanentes.

Causas e sintomas da fibromatose gengival hereditária

Embora esteja consolidado que a origem da fibromatose gengival hereditária é de natureza genética, a causa que desencadeia essa condição ainda é desconhecida. Suspeita-se que, além da origem hereditária (em forma de síndrome ou não) a origem da doença esteja associada ao uso de drogas como ciclosporina, nifedipina e fenitoína, ou a condições inflamatórias e tumorais.  

A doença se manifesta de maneira heterogênea, ou seja, pode ocorrer de forma generalizada (forma mais comum) ou em pontos específicos da gengiva como a tuberosidade maxilar e a zona dos molares mandibulares.

Existe uma escala de medição do aumento gengival, que vai de 0 (quando não há aumento gengival) até 3 (quando a gengiva envolve mais de três quartos da coroa do dente). A gengiva passa a apresentar uma coloração rosada e aspecto firme, fica indolor e não há sangramento no local.

Em alguns casos isolados, o crescimento gengival é tão acentuado que os dentes ficam completamente recobertos, impedindo que os lábios se fechem, além de causar dificuldades na mastigação.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da fibromatose gengival hereditária é feito, principalmente, pelo cruzamento das informações obtidas pelos estudos de culturas celulares, que identificam as características morfológicas e proliferativas, auxiliando no entendimento dos eventos biológicos que resultam no aumento gengival de indivíduos acometidos dessa doença. 

Além disso, uma investigação paralela deve ser realizada pelo odontologista, para verificar se houve uso de medicamentos à base de fenitoína, ciclosporina-A, nifedipina e verapamil, pois podem desencadear o desenvolvimento da doença.

Quanto ao tratamento, antes de tudo, é necessário fazer a chamada readequação bucal (que pode envolver a extração de dentes, se necessário) para proporcionar a melhora do quadro clínico, para que seja prescrito o melhor tratamento. 

O tratamento da fibromatose gengival hereditária é cirúrgico, embora exista controvérsia, principalmente com relação a qual é a época mais adequada para se realizar a cirurgia. Diversos odontologistas defendem que se deve realizá-la após a conclusão da erupção da dentição definitiva (visando à diminuição do risco de recorrência da doença). 

Outros profissionais, contudo, consideram os efeitos da doença na degradação do bem-estar físico, psíquico e social do indivíduo (dificuldades mastigatórias, fonéticas, má oclusão dentária), sinalizando que a cirurgia deve ser feita no menor tempo possível após se diagnosticar a condição.  

A escolha do tipo de tratamento a ser adotado também deve ser adequada ao grau de severidade, extensão e espessamento da gengiva. Em certos casos, podem-se até adotar procedimentos mais conservadores como a cirurgia com laser de CO2, por exemplo. A fibromatose gengival hereditária pode ter várias abordagens terapêuticas, mas sempre é necessário a avaliação do profissional para o tratamento.


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Dr. Sérgio Caetano

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