Quando se fala em remoção de algum órgão, é normal que haja um temor sobre como será a qualidade de vida após o procedimento. No caso da amigdalectomia, ou cirurgia de retirada das amígdalas, não há com o que se preocupar.
Você já ouviu falar neste procedimento? Sabe como é feito? Então, recomendamos a leitura deste post. A seguir, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o tema.
O que é a amigdalectomia?
A amigdalectomia é um procedimento que consiste na remoção cirúrgica das amígdalas palatinas e pode ocorrer de duas formas: total, quanto removemos toda a amígdala, ou parcial, quando a retiramos parcialmente.
Ainda, as amígdalas são a primeira linha de defesa do organismo. Isso porque a principal forma de acesso de microrganismos ao corpo é a boca ou o nariz. Porém, ao combatê-los, esse tecido pode se contaminar, inflamando e causando a amigdalite.
Esse quadro pode acometer tanto adultos quanto crianças. Em algumas pessoas, a amigdalite é de repetição, ou seja, o paciente tem vários episódios durante o ano. Assim, diante dos ataques constantes, acredita-se que as amígdalas percam o seu potencial de defesa e favoreçam a multiplicação de patógenos.
Quando é indicada?
Os quadros de amigdalite podem ser virais ou bacterianos. Quando causada por bactérias, pode ser de repetição, exigindo a remoção das amígdalas. Nesses casos, será preciso seguir o seguinte protocolo:
- sete diagnósticos de amigdalite bacteriana no período de 12 meses;
- diagnóstico de amigdalite bacteriana por cinco vezes em um ano, em um período de 24 meses consecutivos;
- diagnóstico de amigdalite três vezes em 12 meses, no período de 3 anos consecutivos.
Além das inflamações, as amígdalas podem apresentar crescimento anormal, chamado hipertrofia. Com isso, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, falar e engolir alimentos ou até no desenvolvimento de apneia do sono.
Nessas situações, o paciente precisa consultar-se com um especialista e, após constatado o quadro, seja ele adulto ou a criança, será submetido a exames para avaliar a possibilidade de fazer a cirurgia.
Como funciona a cirurgia?
A amigdalectomia é realizada sob anestesia geral. A retirada das amígdalas palatinas é feita pela boca, sem a necessidade de cortes no pescoço. Para isso, uma pequena incisão é realizada na borda anterior da amígdala, a qual será deslocada de seu plano e removida.
Em seguida, o cirurgião pode optar pelo uso de um eletrocautério e realização de pontos para controlar sangramentos. Dessa forma, em cerca de 1 semana esses pontos caem naturalmente. No que se refere à internação, pode ser necessário de 8 a 12 horas, desde que não ocorram complicações.
No pós-operatório, o paciente poderá sentir dor ao engolir, na garganta e no ouvido, amenizadas com o uso de analgésicos. Nesse sentido, nos três primeiros dias, a alimentação ficará restrita a alimentos líquidos ou pastosos e frios.
Enfim, isso é tudo o que você precisa saber sobre a amigdalectomia. Portanto, para evitar complicações é fundamental que o paciente siga à risca as orientações médicas, tanto no pré quanto no pós-operatório. Assim, após o período de recuperação é possível levar uma vida normal.
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